Segunda-feira, 31 de Março

Mecânico que matou filha em Ipameri é condenado a 26 anos e 8 meses de prisão

Publicado em 26/03/2025 às 11:41
Em Goiás

O júri condenou, no início da madrugada desta quarta-feira (26), o mecânico que matou a própria filha em Ipameri, Claudemar Bernardes da Silva, de 48 anos, a um total de 26 anos e 8 meses de prisão, sendo 16 anos e 8 meses pelo homicídio de Bruna Bernardes e 10 anos pela tentativa de homicídio contra o genro, Max Uiller Silva. Claudemar também foi condenado a pagar uma indenização de R$ 200 mil ao herdeiro mais próximo da filha e R$ 20 mil para o genro. A informação foi compartilhada pela família das vítimas.

A família da vítima acompanhou o julgamento, que começou às 9h desta terça e foi encerrado por volta da 1 hora da madrugada de quarta-feira (26), e fez uma manifestação na frente do Fórum.

Consta na denúncia que, na ocasião, ele invadiu a casa da vítima com a intenção de matar a ex-mulher, Cristiane Santos Dias, que não estava no local. Durante a confusão, porém, ele disparou uma espingarda calibre 12, atingindo a filha no pescoço. O genro do atirador também foi baleado, mas sobreviveu.

Cristiane afirma que escapou da morte porque estava em Goiânia, comprando o enxoval do neto. “Ele foi até lá [casa da família] com intenção de me matar. Minha filha ainda conversou com ele. Ele sabia que eu não estava lá. Ele atirou sabendo que era a Bruna, ele era o pai dela.”

Histórico de violência

A mulher relembra os anos de abusos e violência que sofreu ao lado do ex-marido, com quem foi casada por 27 anos e teve dois filhos. Segundo Cristiane, o mecânico foi condenado no ano passado a 35 anos de prisão pelo estupro da filha mais velha de Cristiane, que ele registrou quando a bebê tinha apenas 9 meses.

“Eu soube do que ele fazia com minha filha e criei coragem para sair desse relacionamento. Os crimes já haviam sido relatados pela própria vítima à irmã mais nova e ocorriam desde que ela tinha seis anos”, lamenta a mãe.

Cristiana revela ainda que teve que fugir da cidade ao pedir o divórcio, pois temia represálias. A convivência com ele foi marcada por agressões constantes. Uma vez ele quebrou minha mão durante uma briga e sempre me ameaçava, dizendo que mataria toda a minha família caso eu o denunciasse”, relembra.

Os episódios de violência também ocorreram com outros membros da família. Segundo a mulher, o ex-marido já atentou contra a vida de um irmão dela “Atirou seis vezes contra ele, que na época tinha apenas 15 anos”.

 

Claudemar Bernardes da Silva, de 48 anos

Claudemar Bernardes da Silva, de 48 anos (Foto: Reprodução)

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