Segunda-feira, 16 de Maio

Nota da Agrodefesa em relação ao boi que morreu com doença da raiva em fazenda de Rialma

A importância da notificação.

Publicado em 07/01/2022 às 20:55
Rialma

É inegável o formidável trabalho realizado pelos Fiscais Estaduais Agropecuários e Agentes de Fiscalização da Agrodefesa no controle e erradicação de doenças e pragas nas lavouras e nas mais diversas enfermidades animais como Peste Suína Clássica e Africana, New Castle, Influenza Aviária, Anemia Infeciosa Equina, Mormo, Brucelose, Tuberculose, Febre Aftosa, Raiva e muitas outras visando a eficiência e a eficácia da agropecuária de Goiás e suas ramificações, conquistando e consolidando mercados no Brasil e no mundo.


 É neste cenário que a Agrodefesa atua, na defesa sanitária, através de seus servidores à busca de fragilidades onde possa ingressar um agente infeccioso ou uma praga que tenha potencial para provocar danos à produção animal, vegetal, mercado de produtos ou até a Saúde Pública, haja vista que muitas dessas enfermidades são zoonoses (doenças transmitidas do homem a animal e vice-versa), como é o caso da raiva, brucelose e tuberculose.

 

Esse trabalho chamamos de Vigilância Ativa onde o Serviço de Defesa Sanitária vai ao encontro de uma possibilidade de risco como é o caso das vistorias e inspeções de rebanhos e lavouras, mas há outro tipo de vigilância que se torna mais importante e eficaz que é a passiva, ou seja, quando o produtor, profissionais agropecuários ou qualquer outra pessoa envolvida com o meio comunica à Agrodefesa pelos mais diversos modos (telefone, e-mail. Whatzap, pessoalmente, SISBRAVET...) à ocorrência de focos.

 

Foi através da notificação por um produtor de Rialma-GO que a Agrodefesa teve conhecimento de um surto de raiva às margens da BR 153 sentido norte no último dia 30 de dezembro de 2021, onde deslocaram, imediatamente, os FEAs Médicos Veterinários Antonio Jose Gonçalves França (UVL Rialma) e Júlio César Conserva (UR Ceres) para primeiro atendimento.

 


Ao chegarem à propriedade foi informado que haviam morrido 4 bovinos de 6 a 14 meses de idade com sintomatologia nervosa (paralisia dos membros anteriores ou posteriores, decúbito esternal progredindo para lateral, prostração, opistótomo, sinal de pedalagem, dificuldade respiratória e morte em 3 a 9 dias após os primeiros sintomas, muito semelhante a botulismo em bovinos ou intoxicação por sal comum em suínos, mas com algumas diferenças básicas: ocorre em várias espécies (suínos, bovinos, equinos e cervídeo), em várias propriedades e relato de espoliações de morcegos), havendo um animal vivo com os mesmos sintomas mas alerta e se alimentando, o qual foi examinado e posteriormente, quando este veio à óbito, coletado material encefálico e enviado ao laboratório da Agrodefesa (LABVET) em Goiânia para confirmação da raiva.

 

Retornando a propriedade para demais providências o produtor relata a morte de um veado visto na véspera com sintomas semelhantes e mortes de equino e suíno em um vizinho.

 

Com a ocorrência do foco e conforme legislação sanitária animal de Goiás todos os produtores ou detentores de animais (bovinos, bubalinos, equinos, muares, asininos, ovinos e caprinos) em um raio de 12Km a partir do foco deverão vaciná-los contra raiva dos herbívoros, a saber: Rialma até as divisas dos municípios de Ceres, Nova Glória e Santa Isabel, região de Castrinópoles até o Posto Barreto; Em Ceres região do IFG Goiano, córrego Mestre, parte do córrego Gameleira, até o Km 2 na estrada do Sapé, até o Km 8 na estrada pro Palmital, toda região da Fartura, córrego Seco, Bom Sucesso e Beira Rio; Ipiranga de Goiás até as intermediações do km 9 da Rodovia GO 334 para Rubiataba; Nova Glória: saída para o Bom Jesus até o km 1, até as divisas com Ipiranga de Goiás e Ceres, córrego Jatobá, saída para Plaina até km 1, BR 153 até 4 km de Jardim Paulista sentido norte e Vila Bolsão até a divisa com Santa Isabel, e neste município até o km 3 depois da ponte do rio do Peixe, região das fazendas Boa Esperança e Cacheira, terra vermelha até 3km de Santa Isabel pela GO 483, margem direita da GO 480 em direção à Rialma.

 

 

Qualquer dúvida entre em contato com a Agrodefesa de seu município para saber se sua propriedade faz parte dessa região.

 


É bom salientar os seguintes cuidados: Caso surja doenças nos animais comunicar imediatamente a Agrodefesa; Jamais colocar a mão na boca de animal que apresente sinais nervosos, pois é suspeita de raiva; Em caso de espoliação dos animais por morcegos (presença de sangue escorrendo no animal) usar pasta vampiricida em volta da ferida aberta por conta da mordedura usando uma espátula na aplicação; Comunicar a Agrodefesa em casos de espoliações por morcegos e possíveis abrigos ou até mesmo morcegos doentes, cambaleantes ou voando estranhamente durante o dia. Lembramos também que casos como este podem ocorrer devido a falhas vacinais como manter a vacina fora da temperatura ideal (2 a 8°C), seja no transporte, na armazenagem ou durante a aplicação, mantendo-a em caixa isotérmica com bastante gelo, inclusive as seringas de aplicação durante a vacinação, caso contrário pode comprometer a eficácia do esquema vacinal e a baixa imunização dos animais.

 

Outros fatores podem contribuir para a ineficiência, como manusear animais estressados, fracos, desnutridos ou comórbidos (doentes). Faça a sua parte: Notifique à Agrodefesa em qualquer ocorrência de doenças ou pragas para que elas não se disseminem e causem grandes prejuízos financeiros ou em saúde pública, comunique.

 

Por Antonio França – UVL Rialma

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