Publicado em
18/02/2026
às 19:26
Ceres
Um gesto de cuidado e sensibilidade marcou os últimos dias entre as cidades de Rianápolis e Ceres. O professor Rafael Carneiro, que leciona no Colégio CEPI João XXIII, resgatou o cachorro conhecido como “Sargento”, animal bastante popular entre policiais e moradores de Ceres.
Apesar do nome, Sargento não pertence oficialmente à corporação. O apelido surgiu porque ele vive há anos nas proximidades da delegacia, onde é cuidado por agentes de segurança e se tornou uma espécie de mascote informal, querido por todos. Conhecido pelo comportamento dócil, o animal costuma circular livremente pela cidade e conquistar amizades por onde passa.
Segundo Rafael, a convivência com o cachorro começou na rotina diária antes das aulas. Ele, a professora Nilza e Ana Flávia frequentemente encontravam o animal ao chegar para o trabalho.
“Antes de iniciar as atividades, a gente passava no Supermercado Pantanal, e o Sargento ia junto. Sempre ganhava um lanche e fazia companhia. Foi assim que criamos amizade”, relatou o professor.
De forma repentina, o cachorro desapareceu. Cartazes foram espalhados em busca de informações, e policiais informaram que o animal já não aparecia havia cerca de duas semanas, aumentando a preocupação de quem convivia com ele diariamente.
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Morador de Rianápolis, Rafael conta que dias depois foi a uma pizzaria da cidade quando percebeu um cachorro magro e faminto, tentando conseguir comida.
“No primeiro momento eu não reconheci. Mas ele me reconheceu na hora. Veio correndo, pulando, abanando o rabo, como se estivesse pedindo ajuda”, disse.
O professor acredita que o animal tenha sido levado de Ceres para outra cidade de forma intencional. “É difícil entender como alguém faz isso. O animal não tem culpa de ser de rua. Ele só oferece carinho, amor e amizade”, afirmou.
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Já próximo da meia-noite, Rafael colocou o cachorro no carro e decidiu levá-lo de volta para Ceres. O reencontro com o local onde sempre viveu foi, segundo ele, emocionante.
“O Sargento demonstrou uma alegria enorme quando chegou novamente à porta da delegacia. Parecia reconhecer tudo”, contou.
O professor também relatou que o animal estava sem alimentação adequada e sinais de abandono. A situação gerou indignação, mas também alívio por conseguir resgatá-lo.
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A história do Sargento reforça o vínculo afetivo que pode existir entre animais comunitários e a população. Para Rafael, o episódio deixa uma reflexão:
“Fiquei triste por saber que ainda existem atitudes assim, mas feliz por poder trazê-lo de volta. Ele é indefeso e merece cuidado.”
O cachorro segue sendo acompanhado por pessoas que já tinham o hábito de alimentá-lo e protegê-lo, retomando a rotina que o transformou em uma figura conhecida na cidade.
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