Publicado em
19/02/2026
às 14:48
Caldas Novas
Para além da série de boletins de ocorrência registrados em seu nome por perseguição e violência contra Daiane Alves, versões contraditórias apresentadas pelo síndico Cléber Rosa colocaram ele como suspeito central das investigações do então desaparecimento da corretora. A PCGO determinou que ele premeditou o crime, com uso de luvas e capuz.
Em uma primeira declaração, ele alegou encontro ocasional com a vítima, o qual teria evoluído para desentendimento e agressão, que terminou com disparo. Apuração, entretanto, constatou que a versão não era real, já que imagens deixam claro que houve premeditação. O síndico estava com luvas e posicionou o carro na primeira vaga, mais perto do padrão de energia do prédio.
Provas atestam que ele estava encapuzado no ataque, porém, deixou-se fotografar para tentar dizer que estava trabalhando quando ela sumiu.
A estratégia de defesa ruiu quando a policia cruzou os dados do celular recuperado com a perícia no local do crime. A “teatralização” do síndico, que tentou forjar uma rotina normal de trabalho enquanto escondia objetos usados na execução da vítima, foi desmascarada pela cronologia dos fatos.
Ao ser confrontado com a evidência de que a interrupção da energia foi um ato deliberado para atrair Daiane à emboscada, e não um defeito casual, Cléber não teve mais como sustentar as contradições. O inquérito foi concluído com o indiciamento por homicídio duplamente qualificado, com a agravante de emboscada e impossibilidade de defesa da vítima.
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