Quinta-feira, 23 de Abril

Conta de luz fica mais cara e pode chegar a aumento de até 20% no país

Publicado em 22/04/2026 às 15:40
Brasil

Os reajustes nas contas de luz aprovados e ainda em análise pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já atingem — ou devem atingir — cerca de 35 milhões de unidades consumidoras em todo o país em 2026. O número representa quase 40% do total de consumidores ainda no primeiro semestre, segundo levantamento da CNN com base em dados da agência.

Em muitos casos, os aumentos superam a inflação e chegam a dois dígitos, com picos próximos de 20%. Distribuidoras de grande porte concentram boa parte desse impacto, como CPFL Paulista, Neoenergia Coelba, Enel Rio e Copel. Juntas, elas atendem milhões de consumidores e registram reajustes que variam de cerca de 12% a mais de 19%, dependendo da área de concessão.

O cenário contrasta com a previsão média de aumento tarifário de 8% para 2026, divulgada pela própria Aneel em relatórios do setor. Em algumas regiões, os reajustes ficaram mais moderados, entre 5% e 7%, graças ao uso de mecanismos de alívio tarifário.

No Norte e no Nordeste, parte das distribuidoras conseguiu conter o impacto com a antecipação de recursos ligados ao Uso de Bens Públicos (UBP), o que ajudou a manter os índices em patamares menores.
Já nas regiões Sul e Sudeste, onde esses mecanismos tiveram menor efeito, os aumentos aparecem de forma mais expressiva.

É o caso da Copel, que atende cerca de 5 milhões de unidades consumidoras e tem revisão tarifária em consulta pública com aumento médio de 19,2%. Outro exemplo é a CPFL Santa Cruz, com pouco mais de 400 mil unidades consumidoras, cuja revisão aponta alta próxima de 19%. A empresa atua em 45 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Além dos fatores regulatórios, os reajustes refletem pressões estruturais do setor elétrico. Entre os principais motivos está o aumento de encargos setoriais, especialmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia políticas públicas e é custeado pelos próprios consumidores.

Comentários


Os comentários não expressam a opinião do Jornal Populacional e são de exclusiva responsabilidade do autor.

Encontre mais notícias relacionadas a: Economia,

Veja Também


/* /* ]]> */