Publicado em
13/10/2026
às 14:54
Rialma
Funcionários da empresa JVSS, que presta serviços à Vilasa, contratada pela Ecovias Araguaia para a execução das obras de duplicação da BR-153, no trecho que compreende o município de Rialma (GO), procuraram a reportagem do Jornal Populacional (JP) para relatar problemas relacionados ao pagamento dos salários referentes ao mês de setembro.
Segundo Natalício Lima, um dos sócios da JVSS e encarregado-geral da obra, o atraso estaria relacionado a uma divergência financeira entre as empresas. Ele afirma que a Vilasa ainda não teria realizado o pagamento referente aos serviços prestados pela JVSS, o que teria impedido a empresa de quitar os vencimentos dos funcionários.
“Se a Vilasa não nos passa o nosso pagamento, a gente não consegue fazer a folha de pagamento de todos os funcionários”, declarou Natalício.
De acordo com ele, a Vilasa alega que a JVSS não possui medições aprovadas nem valores a receber neste período. Natalício, porém, contesta essa versão e afirma que existem medições pendentes, além de descontos que, segundo ele, deveriam ser aplicados mensalmente, conforme um acordo entre as empresas.
O sócio da JVSS afirma que os descontos teriam sido realizados de maneira diferente da que havia sido combinada, provocando um impacto financeiro que, segundo ele, prejudicou os trabalhadores.
Natalício também relatou que existe uma medição em análise na Vilasa, mas que, em sua avaliação, apresenta inconsistências e precisa ser revista. Conforme ele, a empresa contratante considera os cálculos corretos. Outra medição, segundo o representante da JVSS, ainda estaria em revisão no escritório da Vilasa.
Fábio Henrique, funcionário da JVSS, afirmou à reportagem que as informações apresentadas por Natalício correspondem ao que os trabalhadores estão vivenciando.
Ele relatou ainda que um dos encarregados da Vilasa esteve na obra e teria informado aos funcionários que não precisariam se preocupar, pois a empresa ajudaria a JVSS a resolver a situação financeira e garantir os pagamentos.
Procurado pelo Jornal Populacional, Leonardo Silva, gerente de contratos da Vilasa, apresentou uma versão diferente sobre a situação financeira entre as empresas.
Segundo Leonardo, na medição referente ao período de 1º a 21 de setembro, o valor dos serviços executados pela JVSS foi inferior ao montante dos descontos que deveriam ser aplicados. De acordo com ele, o resultado foi uma medição negativa de R$ 92.897,45.
O gerente afirmou que a Vilasa não reteve pagamentos da JVSS, mas que, naquele período, não houve saldo positivo a ser faturado pela empresa prestadora de serviços.
Leonardo também informou que a Vilasa notificou a JVSS sobre a intenção de não renovar o contrato, estabelecendo um prazo de 15 dias. Diante dessa situação, segundo ele, a JVSS comunicou que não daria continuidade aos serviços no trecho e solicitou a realização de uma medição final.
Ainda conforme o gerente, uma medição posterior ao período de 1º a 21 de setembro já foi concluída. Leonardo contestou as declarações de Natalício de que a Vilasa estaria devendo à JVSS e retendo pagamentos, afirmando que a responsabilidade pelos débitos da prestadora não poderia ser atribuída à contratante.
A concessionária Ecovias Araguaia também tomou conhecimento da situação e acompanha de perto os desdobramentos envolvendo sua contratada. A empresa informou que está cobrando dos responsáveis a pronta resolução do caso.
Sobre a situação dos trabalhadores, Leonardo Silva declarou que a Vilasa pretende realizar o pagamento dos funcionários da JVSS, independentemente do resultado negativo da medição apresentada pela empresa.
Segundo o gerente, a decisão considera a situação dos trabalhadores, que seriam a parte mais vulnerável nessa relação comercial.
Para viabilizar os pagamentos, a Vilasa solicitou à JVSS a folha analítica dos funcionários. Conforme Leonardo, a intenção é que os valores sejam pagos diretamente aos trabalhadores, com possibilidade de conclusão até esta terça-feira (14).
A reportagem do Jornal Populacional acompanha o caso. As informações sobre as divergências financeiras entre as empresas correspondem às versões apresentadas por seus respectivos representantes.
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