Publicado em
28/04/2026
às 14:21
Brasil
O preço da carne bovina registrou forte alta em 2026 e já pesa no orçamento das famílias brasileiras. Nos últimos quatro meses, o produto acumulou aumento de cerca de 26,5%, passando a ser considerado por muitos consumidores um item cada vez mais restrito.
Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que a arroba do boi gordo atingiu US$ 73,58 — aproximadamente R$ 365 na cotação atual — na última quarta-feira, 15. O valor representa o maior patamar em quase cinco anos, superando o recorde anterior de abril de 2022, quando a cotação chegou a US$ 73,53.
A elevação impacta diretamente o consumidor final, já que os preços são repassados ao varejo. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o aumento médio acumulado da carne bovina é de 3,18%, considerando a variedade de cortes disponíveis no mercado.
Entre os principais fatores para a alta está o desequilíbrio entre oferta e demanda. O consumo aquecido, aliado ao crescimento das exportações, tem pressionado os preços. Em 2025, o Brasil exportou cerca de 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, um avanço de 20,9% em relação ao ano anterior, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Outro ponto destacado por especialistas é a retenção de animais no campo. Produtores têm segurado matrizes para a reprodução, reduzindo a quantidade de gado disponível para abate e, consequentemente, elevando os preços.
Ao todo, aproximadamente dez tipos de cortes — dos mais populares aos mais nobres — apresentaram aumento significativo nos últimos meses, refletindo no custo de vida de diferentes classes sociais.
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